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Notícias

09/07/2019

Diretor do Sindicato opina sobre trabalho aos domingos e feriados

 

Nosso diretor Domingos Braga participou do caderno de Opinião do jornal O Povo, na coluna Confronto de Ideias, abordando a questão do trabalho aos domingos e feriados. Ele apontou em sua fala os motivos de dizer NÃO a essa proposta. Confira abaixo:

Portaria do Governo Federal aumenta para 78 o número de setores autorizados a trabalhar nos domingos e feriados. Os setores do comércio e serviços, em geral, são os mais afetados pela medida. A decisão pode contribuir para um crescimento do número de vagas de emprego?

NÃO

Porque estamos numa recessão e uma crise estrutural do capital. Na verdade, o que gera emprego é distribuição de renda, financiamento e crédito com recursos livres para pessoas físicas, poder de compra das famílias e massa salarial. O setor terciário, que engloba o comércio, responde por cerca de 70% do PIB, composto por três segmentos do varejo, do atacado e de veículos. O comércio é um setor que incorpora grandes redes nacionais e internacionais e uma imensa quantidade de micro e pequenos estabelecimentos familiares, demandando um grande número de trabalhadores, sendo um absorvedor de mão de obra. Em 2013, o Brasil contava com 9,4 milhões de comerciários, tendo um número de 19,4% dos trabalhadores formais no País, atrás somente do setor de serviços (34,3%). Com a crise do desemprego perdemos 30% da mão de obra no comércio. Não é por decreto, portarias e leis que geram empregos, mas com políticas públicas. Nos governos neoliberais e ultraliberais, da ultradireita, a narrativa de superação das crises pra geração de empregos que eles causam com suas políticas nefastas à classe trabalhadora, invertem a lógica flexibilizando o horário do comércio no Brasil, precarizando as relações de trabalho, supressão de direitos historicamente conquistados na luta de classe.

 
A avenida Monsenhor Tabosa e praia de Iracema dialogam com o Mercado Central e o Centro Cultural Dragão do Mar, próximo à Beira Mar, é um exemplo de que não é por falta de leis, decretos e portarias que nestes locais, metade das lojas estão fechadas.
 
Domingos Braga Mota, coordenador de Ação Sindical do Sindicato dos Comerciários de Fortaleza
Fonte: Sindcomerciários com informações do jornal O Povo
Última atualização: 09/07/2019 às 17:50:47
 
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