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Artigos

20/11/2015
XI JINPING

A crescente e inexorável importância da China no cenário internacional

 
 
 
 
Para o jornal The Guardian, de Londres, no dia 19/10/15, a crise financeira desde 2005 faz o ocidente crescer pouco mais que zero e torna a economia global cada vez mais dependente da China, que cresce a quase 7% ao ano, e cujo PIB em 2030 será duas vezes maior que o dos Estados Unidos. 
A recente visita do Presidente Xi Jinping a Londres selou acordo para incluir a Inglaterra num grande programa de obras de infraestrutura no países asiático, através do Asian Infrastructure Investment Bank-AIIB, e acordos semelhantes serão assinados com a Alemanha, França e mais outros 30 países.
Os Estados Unidos se opõem a esse acordo (por entendê-lo prejudicial aos interesses do FMI e do Banco Mundial), que segundo o The Guardian é “o mais significativo ato de independência” do Reino Unido para com a política exterior americana desde que em 1944 os acordos de Bretton Woods ditaram a nova ordem mundial para o pós-guerra e tornaram a politica econômica britânica uma mera sombra da norte americana.
É certo, segundo aquele jornal, que há forças contrárias à aproximação com a China e a um eventual afastamento gradativo dos Estados Unidos, mas ninguém pode ignorar que ela cresce muito e atrai novos parceiros, enquanto que os USA estão em declínio (crescimento mínimo e um grande passivo advindo do imenso aparato militar e de conflitos bélicos em todos os quadrantes da terra). A Austrália, velho aliado americano, já exporta mais de um quarto de sua produção para China e outros grandes países se acostam à liderança chinesa. O governo britânico reconheceu essa situação e trabalha de acordo com ela, pois quem não enxergá-la ficará na marginalidade.
Diz mais, o The Guardian, que muitos britânicos contestam a situação dos direitos humanos no país asiático, segundo seus valores e desejos, mas “a China retirou 600 milhões de pessoas da pobreza, a maior contribuição global para os direitos humanos nas últimas três décadas”, e nesse mesmo período direciona-se para se tornar uma sociedade livre e progressista.
Ora, o crescimento da China é 04 vezes maior que o dos Estados Unidos e 05 vezes maior que os países da Europa, que estão ávidos de se tornar parceiros do país asiático, então, qual a razão de setores da oposição política brasileira serem contrários a essa parceria, sabendo-se que a economia da China já é três vezes superior à do Reino Unido e em 15 anos será 02 vezes maior que a americana? Tendo-se em conta, ainda, (i) que em razão da larga visão e dos esforços do governo Lula da Silva nosso país é parceiro de primeira hora desse gigante econômico, seu companheiro no BRICS; (ii) que as grandes potências mundiais estão ávidas de aproximação com a China.
Esse mesmo raciocínio pode ser empregado em relação a Cuba, da qual o Brasil também é parceiro de primeira hora e com a qual as grandes potências buscam fazer parcerias para investimentos estruturais, mas que setores oposicionistas de nosso país querem ver afastada.
Como disse o eminente Ministro Luís Roberto Barroso no último dia 18/10/15, em palestra na Associação dos Advogados de São Paulo-AAS, “O Brasil precisa definir se é republiqueta ou grande nação”, sendo certo que jamais galgará a condição de grande nação com ideias e ações obtusas e preconceituosas, como as defendidas por parte dessa atrasada oposição, por mais elitizada e iluminada que pense ser.
 
Fortaleza, 22 de outubro de 2.015
Inocêncio Uchôa
Juiz do Trabalho Aposentado e advogado 
 
Última atualização: 20/11/2015 às 12:31:57
 
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