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Artigos

16/10/2017
ELIEZER GOMES

Pela anulação da reforma trabalhista, por nenhum direito a menos, fortaleça seu sindicato!

 

Escrito por: Eliezer Gomes, secretário de relações internacionais da Contracs

 

 

 


O governo golpista e ilegítimo de Michel Temer, usando de toda sorte de manipulação, fez aprovar no Congresso Nacional a mais vergonhosa e criminosa “reforma” contra os trabalhadores e trabalhadoras em toda a história do Brasil.

Usando a máquina e verbas do Estado brasileiro para comprar e corromper parlamentares, o usurpador Temer investiu de forma implacável na destruição da CLT, reservando para a atual e próximas gerações de brasileiros e brasileiras um “futuro” regressivo, que nos levará de volta à primeira metade do século XVI, guardada as devidas proporções.

Ao longo dos anos, foram muitos os avanços e conquistas do movimento sindical brasileiro: conquistamos o direito à carteira de trabalho assinada, férias, décimo terceiro salário, aposentadoria, jornadas de trabalho menos excessivas, licenças maternidade e paternidade, avanços (mesmo que ainda desproporcional e injustos) da ascenção das mulheres e dos negros no mercado de trabalho e tantos outros.

Com a aprovação da reforma, que entrará em vigor no próximo mês de novembro, as citadas conquistas vão de água abaixo, tirando de vez a dignidade do povo trabalhador brasileiro.

Ficarão, a mercê dos patrões, as regras fundamentais da relação entre capital e trabalho tais como o estabelecimento da terceirização irrestrita (já em vigor); a jornada intermitente (que quase eliminará o salário do trabalhador); a redução para meia hora do intervalo para o almoço; a quitação anual (que na prática anistiará o patrão de seus débitos para com o trabalhador); a permissão do trabalho insalubre por parte da mulher gestante (ficando, em tese, a critério do médico da empresa decidir sobre); o fracionamento das férias (dando ao patrão o poder de parcelar e definir, segundo seus exclusivos interesses, os períodos em que o trabalhador deverá “gozá-las”), elastecimento do período de experiência, que passa de no máximo 90 dias para 180 com possível prorrogação de mais 90 ( o que fará dos trabalhadores, meros cobaias), redução drástica na aquisição das verbas do FGTS, multa, e inclusive perda do seguro desemprego; em caso de ações trabalhistas, os trabalhadores passarão a pagar as custas processuais e perícias requeridas.

Os pontos acima relacionados são apenas alguns dos inúmeros que transformam a reforma trabalhista em uma verdadeira tragédia para a classe trabalhadora, para a juventude e para o povo brasileiro!

Além de todas essas perdas de conquistas históricas, o Governo fere de morte as entidades de luta e defesa da classe trabalhadora: agride seus sindicatos, federações, confederações e suas centrais sindicais, deixando os trabalhadores sem direitos e desprotegidos, nas mãos da classe patronal.
A reforma e seus efeitos estão previstas para vigorarem a partir de 11 de novembro de 2017, porém, o movimento sindical continua se opondo e convocando a classe trabalhadora no sentido de unirmos nossas forças na luta e na resistência, pela anulação da reforma trabalhista e pela manutenção dos direitos dos trabalhadores/as.

Mais do que nunca, o momento é de unidade entre os trabalhadores/as. Fortaleça o seu sindicato, seja sócio e participe conosco na luta por nenhum direito a menos.

Eliezer Gomes, secretário de relações internacionais da Contracs

Última atualização: 16/10/2017 às 12:14:44
 
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