Caso Americanas: O trabalhador não pode sair lesado

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Movimento Sindical à Justiça para garantir direitos dos trabalhadores do grupo Americanas

As centrais sindicais ajuizaram, nesta quarta-feira (25), uma Ação Civil Pública na 8ª Vara do Trabalho de Brasília para garantir os direitos dos mais de 44 mil trabalhadores do Grupo Americanas em todo o país.

· CUT, UGT, CTB, Força, CSB, NCST, Contracs-CUT e CNTC ajuizaram Ação Civil Pública

· A Contracs-CUT reuniu todos os sindicados do país, em reunião on-line, para tratar sobre essa questão

· O Sindicato dos Comerciários também participou da reunião com a Contracs-CUT

· Na reunião foi definida a ação judicial para preservar a garantia dos direitos dos trabalhadores

· Um dos objetivos da ação é bloquear bens dos donos das Lojas Americanas para proteger os trabalhadores

· É uma ação inédita

Ao todo, a dívida da varejista é de cerca de R$ 43 bilhões, sendo R$ 35,6 bilhões devidos a instituições financeiras e investidores. Há aproximadamente 16,3 mil credores. O escândalo que levou a Americanas a pedir recuperação judicial tem chamado a atenção ao expor a fragilidade do mercado privado.

Mais que isso, tem mostrado que a ganância dos empresários fabricados pelo capitalismo que tem como premissa a busca pelo lucro imediato, pode trazer grandes prejuízos ao trabalhador.

Ajuizaram a ação a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Força Sindical (FS), a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), a Confederação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs-CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC).

Na nota em que anunciam a ação judicial, os dirigentes sindicais alertam que há risco iminente de insolvência e calote nos trabalhadores, não apenas nos credores e pequenos acionistas, desde que executivos das Lojas Americanas comunicaram os acionistas que o grupo tinha um rombo bilionário, que passa de R$ 43 bilhões, creditaram o rombo a “inconsistências contábeis” e pediram recuperação judicial.

De todo modo, é preciso apurar qualquer tipo de responsabilidade que os donos da varejista possam ter perante esse rombo e, se existir, deve ser cobrada por quem teve prejuízos, nesse caso os trabalhadores. Se houve fraude e a conivência deles, a recuperação judicial expedida pelos representantes legais da Americanas, deve ser contestada, pois farão com que muitos trabalhadores percam os seus empregos.

Leia aqui a nota completa da CUT sobre a ação judicial

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